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quinta-feira, setembro 17, 2009
Diário do Bigode, dia... 18.
Coloração capilar mais clara do que o previamente estimado. Não incomoda mais como entre os dias 3 - 15. Por outro lado, hoje descobri que não consigo mais assoprar meu próprio olho.
posted by Badá 12:08
2 manifestaç[ão/ões] a respeito
terça-feira, outubro 23, 2007
Ingleses, Colombianos, um Argentino e o Dinheiro (que não existe)
Ora, vejam! Não faz tanto tempo que eu escrevi aqui... Vi umas coisas que pensei em trazer pra cá, mas a maioria envolvia discorrer sobre um tema ou escanear algo, etc etc, e deixei pra lá.
Mas agora, vim, sem compromisso, comentar sobre ingleses, colombianos, um argentino e o dinheiro (que não existe). Não nessa ordem.
Começa com os ingleses e o dinheiro:
O Radiohead, como todos já devem saber, lançou o novo disco de graça - ou quase isso. Ninguém te cobra por baixar o disco, mas se você quiser pagar, paga. Foi uma atitude bem da legal, e não muito inesperada, já que algum dia alguém ia mesmo fazer isso ou algo parecido. Talvez até já tenham feito.
Li hoje, por exemplo, que alguns anos atrás (em 2001, ou antes) a editora britânica do Neil Gaiman, que à época não estava com essa bola toda no mercado de livros, fez a seguinte campanha promocional para o lançamento de American Gods: o livro vinha uma daquelas tiras de papel em volta da capa dizendo que era melhor que Stephen King, e se você não achasse, podia devolver o livro e eles devolviam o dinheiro. Além disso, o preço de lançamento era de 10 libras, e não as 17 que seriam depois.
O livro acabou ficando na lista dos 10 mais vendidos no Reino Unido, com sei lá quantos milhares de cópias, e a editora recebeu três pedidos de reembolso. Um outro leitor mandou uma carta dizendo que realmente tinha gostado do livro, e por isso queria pagar o preço inteiro - e mandou um cheque com as 7 libras que faltaram.
Eu ainda não sei no que a história do Radiohead vai dar, mas eu acho que deixar as pessoas pagarem o que elas acham que é justo por um "produto de criação" é uma ótima idéia.
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Caramba, acabei de lembrar que fiquei de falar do dinheiro (que não existe), dos colombianos e do tal argentino... Bem: mais um inglês, o Douglas Adams, escreveu (para uma palestra, eu acho) sobre por que ele "estava convencido de que não há um Deus" (o que, como ele explica, é diferente de dizer que "não acredita"). O texto, a certa altura que não vou contextualizar, compara a idéia de deus ao dinheiro. Basicamente, o dinheiro não existe. As notas que o representam não servem pra nada, não podem ser plantadas, comidas, não se faz casas com dinheiro. O dinheiro é uma representação de trocas que fazemos, seja ela de trabalho por coisas, ou de coisas por coisas, ou de tempo por nada... e, além, de tudo, o dinheiro é uma invenção da humanidade - não existia antes, não é algo intrínseco à natureza nem ao mundo, é algo que nós criamos para facilitar algumas interações entre nós mesmos.
E mesmo assim, se, de repente, acabasse todo o dinheiro do mundo, a nossa sociedade atual (ou enfim, a ocidental cristã, mas não só essa) desmoronaria. Isso porque ela está fortissimamente fundamentada em algo que nós criamos, e que na verdade mal existe. A mesma coisa com 'Deus'. Pode ser verdade, como argumentam alguns, que a "presença" de um Deus está tão forte na humanidade que, se de repente fosse revelado que ele não existe, haveria o caos ou o que quer que seja. Mas isso não quer dizer que a idéia de Deus não seja (como o dinheiro) algo criado pelos humanos - e cuja existência ou não não faz, fundamentalmente, a menor diferença.
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E agora, os colombianos e o argentino: Vai estrear, sei lá quando, sei lá onde, um filme sobre a influência do Che Guevara, e como as pessoas o vêem. Inclusive sobre um grupo de colomb... na verdade, bolivianos. Acho. Mas não vou corrigir nada agora. Enfim: um grupo de bolivianos cristãos que ignora o ateísmo do próprio Che e considera que ele foi um santo. Bem, fazer o quê, coerência nunca foi o forte de nenhuma religião.
(Pensando bem, coerência nunca foi o forte da humanidade...)
posted by Badá 23:36
3 manifestaç[ão/ões] a respeito
sábado, junho 30, 2007
Pequeno intervalo para comentar sem profundidade algumas ocorrências de características da imprensa que por falta de palavra melhor vou chamar de 'esquisitices':
Um carro flamejante - aparentemente seria um carro-bomba, mas só queimou, não explodiu - atacou o aeroporto de Glasgow, hoje. Na notícia que saiu no Yahoo!, da Associated Press, uns detalhes curiosos. Trechos: A British government security official said the methods used in the airport attack and Friday's thwarted plots were similar, with all three vehicles carrying large quantities of flammable liquid. The official spoke on condition of anonymity because of the sensitivity of the information. (...quatro parágrafos depois...) The green Jeep barreled toward Glasgow's main airport terminal shortly after 3 p.m. Leeson said bollards — security posts outside the entrance — stopped the driver from driving into the bustling terminal, but the nose of the vehicle smashed the glass doors. "If he'd got through, he'd have killed hundreds, obviously," he said.
Bem, eu não costumo gravar nomes enquanto leio reportagens (eu sei, é uma falha...), mas eu fiquei encucado, procurei e, você, caro leitor, pode procurar também: nenhum Leeson é citado na matéria. Então, das duas uma: 1) Leeson é o probre do oficial que deveria estar anônimo; 2) Leeson é um qualquer sem importância ou autoridade, que foi citado pra que eles pudessem dizer que o ataque "mataria centenas, obviamente!" Caramba. A opção 1 não me desagrada tanto porque, como eu vi agora há pouco, a notícia foi colocada no ar 3 minutos antes de eu ler (uau!), então pode ter sido fruto da pressa e pode ser que seja revisado depois. Mas a opção 2 é daqueles alarmismos que no mínimo é sensacionalista, e no máximo (ou quase) é conspiratório. E eu não gosto de sensacionalismos ou conspirações dos quais eu não faço parte ou conheço a verdade, grunf. p.s.: além disso, a versão publicada no Yahoo.com.br da mesma notícia (da Reuters) diz que no carro só havia o motorista, enquanto a da AP cita inclusive quão ferido cada um dos dois ocupantes do carro ficou.
posted by Badá 19:26
2 manifestaç[ão/ões] a respeito
quinta-feira, maio 31, 2007
Que mais? Quemais!?
Falando em Ein, tem um outdoor do Mackenzie, por aí, com um desenho mal feito do Einstein e uma frase do tipo: "Seu filho pode ter o mesmo conhecimento."
Sendo que talvez a única frase do Einstein que eu lembro é essa aqui:
 Tá vendo, Mackenzie bundão? (A propósito, o Indi provavelmente concordaria com o E, não com o M.) Que mais? Quemais!? Talvez a única coisa positiva que eu tenha a dizer sobre o Mackenzie (já que a outra era que não era um colégio religioso - mas eu descobri que o nome completo é Colégio Presbiteriano Mackenzie) é um causo, então, por favor, formato de citação: Lá pelos idos de... 97, deve ser, eu toquei com outros muleques sem talento (fora o baterista, ele era bom. E o nome dele era Sebba, que nem a loja que acho que não existe mais. E o pai dele tinha um estúdio em casa cheio de parafernálias e pratos esquisitos, que nunca mais vi na vida.)... Bem, parênteses longos tiram minha concentração. De novo: Lá pelos idos de... 97, deve ser, eu toquei com outros muleques sem talento num festivalzinho do Mackenzie, onde cada 'artista' inscrevia uma música própria, tocava, e um júri do colégio escolhia e premiava a melhor. A gente tocou (mal) uma música idiota de quatro acordes e refrão hardcore sobre uma pedra no sapato. A juventude rebelde, claro, se amarrou. Mas quem ganhou foi uma menina, de chapéu, se bem me lembro, cantando e tocando (bem) violão, talvez com um ou outro fulano acompanhando no teclado ou bateria.
Eu vaiei mentalmente enquanto boa parte da porção juvenil da platéia vaiava oralmente (mentalmente porque eu sou modesto, oralmente porque eu não sei se vaia configura "verbal"), porque afinal de contas, se a banda que mais 'empolgou' foi a nossa, obviamente nós éramos melhores. (Aliás, a empolgação eles reconheceram, e pediram pra gente subir e tocar mais uma; a gente tocou Smells Like Teen Spirit, o vocalista lendo a letra de uma camiseta.) E daí? E daí que mesmo com memórias não muito claras, eu reconheço que a menina tinha que ter ganho mesmo, e fico feliz do júri ter feito o que devia em vez de querer agradar adolescentes sem noção. E espero que a fulana tenha se sentido incentivada e tenha seguido carreira artística, de sucesso ou não. E essa história é a única coisa boa que eu tenho a dizer sobre o Mackenzie. Não que tenha alguma aversão particular ao Mackenzie (não que eu não tenha), mas como inúmeros outros colégios dos quais eu nunca ouvi falar, eu não sei nada positivo sobre ele... ...plus, they told me you guys look like dorks!*E é esquisito que eu não consigo imaginar um festival de colégio onde não tenha umas cinco bandas tocando músicas, digamos, exatamente iguais àquela, mas naquele dia foi só a nossa. Que coisa. Será que fomos precursores de... algo. Deixa pra lá. * - eu decidi que o mundo seria um lugar melhor se citações de Futurama fossem feitas de vez em quando.
posted by Badá 14:41
2 manifestaç[ão/ões] a respeito
Arrá!!!
Ano retrasado (corói!) eu escrevi aqui sobre o Paul McCartney falando merda, reclamando que na China usam pele de cachorro, enquanto no país dele caçam raposa por nada, nem pra usar a pele.
Anteontem, a Yoko Ono, numa "performance" (caramba, o que não é performance?) comeu um cachorro cozido. Não um cachorro qualquer, mas um da raça corgi, que é aparentemente a favorita da rainha (ela já teve mais de 30).
Era justamente um protesto contra caça a raposas, mais especificamente a notícia de que, nas terras da família real, o príncipe Philippe (marido da rainha) e seus amigos atiraram numa raposa e, depois de deixá-la agonizando por cinco minutos, a mataram a pauladas.
O governo declarou que imagina, isso nunca aconteceu e a raposa morreu humanamente: a tiros. E a Yoko Ono declarou que obviamente ela não matou um cachorro pra comer, mas usou um que morreu de causas naturais em um canil.
Que mais? Poorva Joshipura, diretor da PETA, declarou:
Sei que muita gente vai perder o apetite com essa história. Mas as raposas, que são caçadas apenas por entretenimento, sentem tanta dor e sofrem tanto quanto um cão.
O Ein, do Cowboy Bebop, é um corgi.
O cão foi picado e cozido com maçã, cebola e temperos variados. Mark McGowan, artista que acompanhou a Yoko Ono, disse que o gosto era realmente nojento. Também, maçã com cebola!?
posted by Badá 13:56
2 manifestaç[ão/ões] a respeito
quinta-feira, abril 12, 2007
A propósito, a postagem anterior era um pedaço de uma superpostagem maior, da qual eu desisti, por enquanto. Cobria esse assunto, mas como um gancho enquanto comentava tal outro artigo - que também falava de romanos e tanguinhas. Recentemente o fulano de uma coluna de informática do Correio Braziliense (nem tudo lá é ruim) explicou pra leitores por que ele escreve sítio em vez de site mas não rato em vez de mouse. Foi uma ótima explicação, passando por mouse ser "camundongo", não "rato", e pelo fato de que o termo mouse representa um objeto mas não o descreve, e sim faz referência a outra coisa com a qual esse objeto se parece; já site significa o que a palavra descreve - e sítio significa exatamente a mesma coisa -, e além do quê site e sítio têm a mesma origem no latim, situs. Tudo isso porque eu talvez tenha começado a usar "postagem" em vez de "post", já que o Blogger usa esse termo nos seus botões. Não acho que vá durar, porque eu não gosto desse Blogger em português (mas o povo do Cybershark não me oferece espaço...) e tenho sérias dúvidas quanto à seriedade dessas traduções que surgem na internet. (Já vi, em vez de e-mail, usarem e-meio... faz sentido, afinal é um meio de comunicação, e é eletrônico. E, ao mesmo tempo, parece piada. E não muda muito a pronúncia. Talvez eu adote esse também...)
posted by Badá 11:19
6 manifestaç[ão/ões] a respeito
S
Ontem e hoje, li uns artigos na Folha de S. Paulo que valeram a pena. Um deles falava sobre o Jesus de chocolate e criticava não o artista (pelo menos não diretamente), mas o diretor da galeria que expôs - e depois teve que deixar de expôr - a obra. Foi uma surpresa, digamos, porque o que se esperava em artigos sobre o assunto era uma crítica à obra ou uma crítica aos críticos. Bem, sem mais enrolações, trechos logo abaixo. (Fiz vários pequenos cortes, então deixei pra lá os "(...)"s) " Passei a minha Páscoa a pensar em chocolate. Não falo em ovos de chocolate, o único símbolo realmente sacro que ocupa a imaginação popular durante a quadra. Falo em Jesus Cristo "lui même", nu e em plena crucificação, transformado em gigantesca escultura de chocolate pelo artista Cosimo Cavallaro em Nova York. A idéia, creio, era exibir a obra em galeria da cidade. A cidade não gostou da proposta, organizações católicas marcharam contra e a galeria suspendeu a exibição. E o diretor da galeria bateu com a porta em gesto melodramático, alegando que a obra de arte era meditação "corajosa" e "original" sobre o tema da Paixão. Eu não pretendo incomodar a sabedoria dos críticos. E, pessoalmente falando, é indiferente para mim um Cristo em madeira, latão ou chocolate, embora o chocolate seja mais comestível. Em momentos assim, é preciso lembrar P.T. Barnum e sua frase de que nasce um otário a cada minuto. Acreditar, no início do século 21, que uma representação heterodoxa de Cristo é um ato "corajoso" e "original" pressupõe um irracionalismo digno de qualquer fanático. Em 1850, talvez fosse verdade. Aconteceu com John Everett Millais, que apresentou o seu "Cristo em Casa de Seus Pais". Na obra, Jesus surge no centro da oficina do pai, depois de um pequeno acidente manual durante o trabalho de carpintaria. Em 1850, o quadro era "obsceno e repulsivo". Porque Jesus, o Messias, era apresentado sem nenhuma dignidade bíblica, em ambiente oficional. No fundo, humanizado como se fosse apenas um pobre carpinteiro na pobre Galiléria romana. Passaram 150 anos. A "blasfêmia" transformou-se numa forma ortodoxa e preguiçosa de expressão artística. Hoje, Jesus Cristo em chocolate não é "corajoso" ou "original". É o contrário disso, porque o artista sabe que o gesto pode despertar alguns protestos religiosos; mas não desperta, como as charges de Maomé, a vontade dos fundamentalistas em matá-lo. Aliás, falei em Maomé e falei bem: se a arte serve para sacudir consciências e provocar os tabus majoritários, "corajoso" e "original" seria apresentar o profeta muçulmano em iguais preparos, de preferência durante o Ramadã. Eu pagava pra ver, embora ter cadáveres a boiar na consciência não seja a minha praia. "
De fato, como em muita arte contemporânea por aí, parece que o artista teve preguiça de se aprofundar em qualquer coisa. Páscoa = Jesus + coelho + chocolate, então esquece o coelho (que é mais complicado) e vamos pro Jesus + chocolate. Vai ser polêmico, claro, porque os religiosos que vão protestar (e com certeza vai haver protestantes - sem trocadilho) também têm preguiça de pensar sobre seu protesto. Exemplo. Um dos dois motivos principais dos protestos era a nudez. Como se em séculos anteriores a Igreja não tivesse mandado "retocar" séculos de obras passadas onde ele era retratado crucificado nu. Como se os romanos realmente se preocupassem em botar uma tanguinha nas pessoas que eles penduravam até a morte, em público, com estacas nas juntas. Afinal, torturar, humilhar e matar tudo bem, mas fazer isso sem tanguinha é obsceno. (Aliás, parece que esse pessoal se acostumou tanto a ver a crucificação como uma "cena sacra" que ela perdeu o teor de tortura, sanguinolência e morte. E de humilhação.) Situação parecida, por motivos parecidos, aconteceu (e vai continuar acontecendo) sempre que alguém representou, artisticamente ou historicamente, Jesus como árabe, ou negro, ou qualquer-coisa-que-não-branco. Concordo com o João Pereira Coutinho (autor da coluna, eu não citei?), sobre a preguiça da arte contemporânea, mas gostei de uma provocação que o tal Cavallaro fez ao comentar os protestos, quando falou que "sabia que iria criar polêmica. Afinal, é de chocolate, ele está nu, e, chocolate é escuro, né?". Eu sei, ele não falou em preguiça da arte contemporânea, mas eu estendi um pouco. É que não é só blasfêmia; todo esse papo contemporâneo de que quem interpreta a obra é o público, não o artista, pode ser muito interessante, mas também dá margem pra muito "artista" preguiçoso e raso, que faz qualquer coisa de "feio" ou "inusitado" e finge que a partir daí vai surgir uma reflexão profunda. Qualquer cocô de cachorro na calçada faz as pessoas pensarem*; pensar algo relevante, que contribua para nossa existência, ou mesmo algo que persista depois de sair do campo visual (ou auditivo, etc.), é outro papo. Claro, algumas obras fazem isso, mas outras têm tanta relevância artística e cultural quanto uma rodada de adedonha. Aliás, menos. Minha próxima obra não-realizada vai ser uma letra grande num fundo branco. E aí na saída da galeria, o público recebe um papelzinho para comentários escrito: NOME | CEP | CARRO | OBJETO | FRUTA | ... * - claro que elas não dão muita atenção a esses pensamentos, porque geralmente o predominante é "desviar pé". Mas basta não estar no seu caminho, e já podem vir outros: "de cachorro mesmo? Vira-lata ou de madame-sem-noção-de-coletividade? De onde veio e pra onde foi? Aliás, de onde eu vim, e pra onde eu vou? Quem sou eu? Qual a resposta definitiva para a Vida, o Universo, e Tudo Mais? Como assim, '42'?".
posted by Badá 11:03
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quarta-feira, março 21, 2007
O FUTURO É AGORAMA!!!
É sabido (embora talvez não reconhecido) que Futurama é provavelmente o que há, houve e haverá de melhor na televisão mundial. Esses dias, especialmente, o mundo real está fazendo tantas referências a Futurama que eu tô começando a levar a sério uma das legendinhas que aparecem nos começos dos episódios:
FUTURAMA A Stern Warning Of Things To Come
Então, vamos ao que interessa: Ontem eu percebi que, com exceção do fogão, eu não tenho mais nenhum dispositivo capaz de gerar (ou manter aceso) fogo.  Graças às inovações tecnológicas. O próximo passo, claro, é não precisarmos mais da roda. Claro, se algum dia (ou quando) uma magnata megalomaníaca fizer as máquinas se rebelarem, será preciso um entregador de pizzas do século XX para reinventá-la. Isso foi precognizado (existe isso!?), claro, num episódio de Futurama. Em outro episódio, ativistas ambientalistas se mobilizam em plutão para salvar pingüins de um enorme derramamento de óleo. Por algum motivo que eu não lembro (talvez o próprio óleo), os pingüins começam a se reproduzir rápido demais; assim, logo faltaria comida e eles começariam a morrer de fome, até a população diminuir o bastante e tudo voltar ao normal.
Os ambientalistas, querendo evitar esse desequilíbrio ecológico, pegam suas armas e saem caçando os pingüins. Aos gritos de "uhuuu", "yeeee-hah" e outros "vogais-h-vogais", e competindo pra ver quem mata mais. Tudo pelo bem da ecologia. Pela natureza. Como o sujeito da notícia abaixo: Berlin Zoo's abandoned polar bear cub Knut looks cute, cuddly and has become a front-page media darling, but an animal rights activist insisted Monday he would have been better off dead than raised by humans.
"Feeding by hand is not species-appropriate but a gross violation of animal protection laws," animal rights activist Frank Albrecht was quoted as saying by the mass-circulation Bild daily, which has featured regular photo spreads tracking fuzzy Knut's frolicking.
"The zoo must kill the bear."
(Este é o Knut:)
posted by Badá 13:11
1 manifestaç[ão/ões] a respeito
quinta-feira, outubro 26, 2006
Sei Lá Nostra, hã, Goia, Cristo!
Bastante tempo atrás, eu coloquei aqui vários contos de um livrinho chamado "Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século". Eis que agora aquela revista Wired, querendo ser tão massa quanto o Antiblógue, pediu coisa parecida para vários autores de ficcção científica, horror e fantasia, e fez uma coleção de pequenos contos, cada um com 6 palavras. Na verdade, tem vários chatos, ruins ou só sem graça. Outros têm alguma sacada boa, ou fazem quem lê realmente imaginar toda uma história por trás, mesmo que só um esboço passageiro.
Eu, querendo ser tão massa quanto o Antiblógue - e sem entrar na questão de o que (ou quanto) torna um conto um conto - faço aqui uma seleção de 15 dos de agora:
Computer, did we bring batteries? Computer? - Eileen Gunn
Machine. Unexpectedly, I’d invented a time - Alan Moore
With bloody hands, I say good-bye. - Frank Miller
Longed for him. Got him. Shit. - Margaret Atwood
It’s behind you! Hurry before it - Rockne S. O’Bannon
I’m your future, child. Don’t cry. - Stephen Baxter
Commas, see, add, like, nada, okay? - Gregory Maguire
I’m dead. I’ve missed you. Kiss ... - Neil Gaiman
Rained, rained, rained, and never stopped. - Howard Waldrop
Time Avenger's mistaken! It wasn't me... - David Brin
Thought I was right. I wasn't. - Graeme Gibson
Please, this is everything, I swear. - Orson Scott Card
Mind of its own. Damn lawnmower. - David Brin
We crossed the border; they killed us. - Howard Waldrop
Steve ignores editor's word limit and - Steven Meretzky
posted by Badá 14:40
11 manifestaç[ão/ões] a respeito
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